segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Aspectos Geográficos

O município de Gararu é localizado no Alto Sertão Sergipano, no noroeste do Estado, a 161/2 km da capital, Aracaju, ocupando uma área de aproximadamente 600 km². Limita-se ao norte com o estado de Alagoas, sendo separado pelo Rio São Francisco (também conhecido como o Rio da Unidade Nacional); ao sul com o município de Graccho Cardoso; ao leste com o município de Nossa Senhora de Lourdes e Itabí; e a oeste com o município de Porto da Folha e Nossa Senhora da Glória. O acesso à cidade de Gararu pode se dá pela rodovia federal BR 101, passando por Própria e depois pela SE 202, ou pelo Sertão, passando por Porto da Folha, tomando a rodovia estadual SE 200.

População

A população gararuense, de acordo com o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) era de 10.462 habitantes em 1996, sendo que a população rural correspondia a 8.093 habitantes, enquanto que a urbana era apenas 2.379, totalizando 5.301 homens e 5.161 mulheres. Os resultados parciais do último censo, realizado no ano 2.000, mostram que houve um pequeno crescimento, chegando a um total de 12.027 habitantes.

Clima

O clima do Município é quente semi-árido, com longo período seco (ocorrendo algumas trovoadas no verão) e um pequeno período chuvoso entre os meses de abril e agosto com chuvas irregulares e mal distribuídas (400mm a 700mm anuais). Durante o dia as temperaturas chegam a alcançar até 40º C, mas à noite são mais amenas devido a distancia do mar e a altitude. A deficiência de água no solo gera dificuldades para a população no desenvolvimento da agricultura e da pecuária.

Gararu está inserido no Polígono das Secas, área da Região Nordeste que sofre as conseqüências da falta de políticas permanentes de convivência com os fenômenos naturais típicos da região.

Vegetação

A vegetação que cobre as terras gararuenses é a caatinga, onde se destacam a macambira, o arranhento, os cactos como o mandacaru, facheiro, chifre de bode, alastrado, cabeça de frade, a catingueira, a juremeira, o angico, a aroeira, o pau-darco, o marmeleiro. Em algumas áreas também aparecem gramíneas e capoeiras.

A vegetação do Município apresenta três fazes, em relação à distancia do Rio: 1) Às margens do Rio São Francisco predominam árvores e arbustos; 2) Na faixa intermediária predomina a caatinga pouco densa som seus cactos, gravatás, macambira; 3)As terras mais distante do Rio, estão inserida no semi-árido propriamente dito, onde a caatinga apresenta-se densa no inverno e rala no verão.

Relevo

O relevo do Município apresenta ondulações e montanhas, entre as quais se destacam a Serra da Melancia, a Serra da Tabanga e a Serra das Queimadas. A sede está localizada na área mais baixa do território, onde se estima que haja uma altitude de 20 metros.

O solo é predominantemente arenoso, o qual é precariamente aproveitado para fazer pastagens e desenvolver a agricultura de subsistência. Segundo consta no Laboratório Organizacional de Terreno de Gararu, elaborado pelo Ministério da Integração Nacional, através da SUDENE e do PRONAGER (Programa Nacional de Geração de Emprego e Renda em Áreas de Pobreza), os solos do Município classificam-se nos seguintes tipos: 1) Brunos ou Cálcicos – solos argilosos de pouca profundidade; 2) Aluviais – solos profundos da faixa úmida costeira que abrange as várzeas; 3) Litólicos – solos muito rasos que ficam sobre as rochas, com pouco potencial agrícola devido à limitação de água, à pedregosidade, à rochosidade e à pouca profundidade; 4) Regossolos – solos arenosos de baixa fertilidade, moderadamente profundos, situados logo acima das rochas; 5) Gley Úmidos – solos hidromórficos, de terrenos baixos, com grande influencia dos lençóis freáticos durante um longo período, apresentando textura variável de freqüência argilosa (PRONAGER, 2001).

Hidrografia

O município é banhado pela Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. Existem, também, os riachos que deságuam no São Francisco como o Riacho Gararu, Riacho Mandacaru, Riacho Melancia e Riacho dos Patos.

Ao longo das margens do Rio destacam-se as lagoas, sendo a Lagoa de Gararu a maior delas, medindo 24 (vinte e quatro) mil metros quadrados, onde era cultivado o arroz e a piscicultura. Com a construção da última barragem no São Francisco para o aproveitamento da força das águas na produção de energia, em Xingó, o nível das águas baixou muito, o que impossibilitou a enchente das lagoas. Isso contribuiu para a extinção do cultivo do arroz no Município.

Economia

Grande parte da população Gararuense tem como fonte de renda os serviços públicos municipais e estaduais.

A pesca é uma das principais atividades econômicas extrativista da região. Outra fonte de renda é a extração de pedras em forma de brita e paralelepípedos utilizadas na construção.

No setor primário apresenta-se a agricultura com o cultivo de milho e feijão. O arroz e o algodão, elementos presentes no Brasão do Município, foram bastante cultivados até vinte anos atrás, mas nos dias atuais essas culturas estão praticamente extintas. No caso do arroz sua extinção está relacionada à escassez das enchentes nas lagoas na época do plantio. Já o cultivo de algodão foi interrompido por causa da “praga de Bicudos”. O controle dessa praga a base de pesticidas seria inviável, devido ao alto custo financeiro.

A pecuária é bastante desenvolvida na região, destacando-se a criação de gado bovino de corte e de leite, onde existem quatro fábricas de laticínio, o que proporciona a criação de suínos para o aproveitamento do soro resultado do beneficiamento do leite. Muitos fazendeiros ainda vendem sua produção de leite para outros municípios.

A apicultura vem se desenvolvendo aos poucos como atividade econômica, fornecendo mel e cera. O mel também é um produto resultado da atividade extrativista.

O artesanato é outra atividade bastante presente no Município. Destacam-se os bordados (crochê, ponto de cruz, ponto cheio, rendendê, renda de bilro), os licores, a produção de instrumentos de trabalho como as redes de pesca, os covos (para capturar camarão e pitu), as miniaturas de canoas, colheres-de-pau, etc.

O comercio de Gararu é do tipo varejista e apresenta limitações com relação à variedade de produtos que o mercado oferece. Como a cidade é pequena e os consumidores são pouco exigentes, alguns artigos não são disponíveis no comercio local. A feira livre é realizada às quartas-feiras e é bastante movimentada, contando com a participação de comerciantes e consumidores de outras cidades. A maioria dos comerciantes vem de Itabaiana, Aquidabã e Aracaju. Grande parte dos produtos comercializados vem dessas cidades e de outros estados como Bahia, São Paulo, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

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